Divagando 26 (sobre a paz e a guerra) #montenegronaomarcelonunca

É difícil defender a paz quando a propaganda belicista impede a sua discussão, mas é covardia não o fazer. Também é difícil defender a necessidade de defesa em tempo de paz, e é igualmente obrigatório. O caso português, onde os contemporâneos da 2.ª Grande Guerra já se finaram e os que sofreram a guerra colonial são uma espécie em vias de extinção, merece reflexão. O fervor contagiante do 25 de Abril, meio século depois, extinguiu-se, e o patriotismo, não confundir com nacionalismo, perdeu-se. Ninguém sente o dever de retribuir o que o país lhe dá. Um curso caro, pago por todos, deixa o beneficiário livre para emigrar e vender as suas aptidões em qualquer mercado: engenheiros aeronáuticos, físicos nucleares, químicos, médicos, pilotos aviadores, etc. etc. Ninguém se sente devedor do que recebeu. O serviço militar obrigatório (SMO), o serviço médico à periferia, e quaisquer outras obrigações cívicas, foram alienados na voragem neoliberal que nem o SNS deixa na esfera do Estado, par...