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Divagando 26 (sobre a paz e a guerra) #montenegronaomarcelonunca

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É difícil defender a paz quando a propaganda belicista impede a sua discussão, mas é covardia não o fazer. Também é difícil defender a necessidade de defesa em tempo de paz, e é igualmente obrigatório. O caso português, onde os contemporâneos da 2.ª Grande Guerra já se finaram e os que sofreram a guerra colonial são uma espécie em vias de extinção, merece reflexão. O fervor contagiante do 25 de Abril, meio século depois, extinguiu-se, e o patriotismo, não confundir com nacionalismo, perdeu-se. Ninguém sente o dever de retribuir o que o país lhe dá.  Um curso caro, pago por todos, deixa o beneficiário livre para emigrar e vender as suas aptidões em qualquer mercado: engenheiros aeronáuticos, físicos nucleares, químicos, médicos, pilotos aviadores, etc. etc. Ninguém se sente devedor do que recebeu. O serviço militar obrigatório (SMO), o serviço médico à periferia, e quaisquer outras obrigações cívicas, foram alienados na voragem neoliberal que nem o SNS deixa na esfera do Estado, par...

A Justiça e a democracia (2) - Comentário de Carlos Antunes

 Um importante comentário de Carlos Antunes , deixado no meu texto do dia 1, para reflexão: Condamnation de Marine Le Pen: https://www.francetvinfo.fr/politique Le Kremlin déplore une "violation des normes démocratiques" "De plus en plus de capitales européennes empruntent la voie de la violation des normes démocratiques", a déclaré le porte-parole du Kremlin, Dmitri Peskov, lors de son briefing quotidien. Il répondait à une question sur la condamnation de Marine Le Pen. Viktor Orban - "Je suis Marine" Le Premier ministre hongrois Viktor Orban a également réagi sur le réseau social X, avec le mot-clé "Je suis Marine". Matteo Salvini - "Déclaration de guerre de Bruxelles" Le vice-Premier ministre italien Matteo Salvini a, lui aussi, réagi : il fustigé une "déclaration de guerre" de la part de Bruxelles", aux sources selon lui de la condamnation de Marine Le Pen. "Qui craint le jugement des électeurs souvent se rassure...

Constituição da República Portuguesa – 49.º aniversário

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Assinalar a data é homenagear os pais da democracia, todos os militares de Abril, e os artífices da arquitetura jurídica que plasmaram os princípios que a democracia exigiu e os portugueses sufragaram, todos os deputados constituintes, onde Mário Soares, Sá Carneiro, Álvaro Cunhal e Freitas do Amaral se destacaram como líderes partidários. O seu Preâmbulo foi a voz do povo consagrada pela Assembleia Constituinte: «A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista. Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa. A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país. A ...

Eleições legislativas – Sondagens

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À medida que crescem as suspeitas sobre a conduta ética de Montenegro, o PSD sobe nas sondagens. Só lhe falta a condenação nos Tribunais para levar o partido à maioria absoluta.

Da série: É preciso ler o óbvio num jornal francês

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  Moedas: Tecnocrata incompetente.

A Justiça e a democracia

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A condenação de Marine Le Pen, com tamanha evidência do desvio de fundos europeus para o partido, é uma vitória da Justiça e da democracia que deve alegrar os democratas, mas não está garantido que em França, como um pouco por todo o mundo, o eleitorado seja sensível à ética e ao Estado de Direito. A perversão da judicialização da política e a politização da Justiça são riscos que ferem a democracia. Freitas do Amaral, referindo-se à destruição da democracia-cristã italiana, por juízes corajosos, lastimou o efeito secundário, a substituição dos seus líderes por um político como Berlusconi. Hoje, eu acrescentaria Meloni e Salvini. Se, no caso de Marine Le Pen, não é legítimo duvidar do veredicto, na Roménia fica a dúvida sobre a solidez da acusação. É suspeita a anulação das eleições e a inibição de o candidato mais votado poder disputar a segunda volta por alegado apoio, através das redes socais, do suspeito do costume, a Rússia. E se fosse pelos EUA? É percetível a instrumentaliza...

A guerra na Ucrânia e a União Europeia (UE)

Eu sei que de um lado estão os bons e do outro os maus, mas imaginem, leitores, que, por um acaso da História, em vez de a Ucrânia derrotar a Rússia sucede o contrário.  Imaginem, leitores, que, contra o direito internacional e a generosidade de Ursula von der Leyen e Kaja Kallas, apoiadas por António Costa, a Ucrânia perde a guerra que a UE apoiará generosamente, até ao fim, e a UE acaba falida. Eu admito que era imprevisível a vitória de Trump, um erro da História, e que os EUA, depois de destruírem a UE na guerra contra a Rússia, acabariam por abandoná-la, e ao RU, para se concentrarem na ameaça da China à sua hegemonia, a única potência com capacidade demográfica, económica e financeira para lhe disputar a liderança. Todos sabemos que a Nato, ora abandonada pelo seu legítimo proprietário, EUA, era a aliança defensiva de países democráticos, sem ambições expansionistas, embora aberta a todos os países, salvo a Rússia, estivessem ou não perto do Atlântico Norte. O pacifismo da Na...
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  «TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS» Por Onofre Varela Fazendo uma “inspecção” (ou uma espécie de “romagem de saudade”) ao que já escrevi neste espaço do nosso jornal O Cidadão, deparei-me com um texto publicado em Maio (há quase um ano) sobre   “a castração da inteligência e a proibição de ler livros”   referindo um procedimento anti-democrático, anti-cultural… e anti-tudo quanto seja decente, perpetrado pela seita religiosa Opus Dei, engajada no Vaticano, que se imagina dona de um pensamento de pureza imaculada e se arroga o direito de proibir a leitura de livros aos seus membros. Perante esta visita a um texto  “quase arqueológico ”, lembrei-me de me armar em antropólogo (ou em algo aparentado) para dizer que a espécie humana é universal e convive salutarmente em todos os pontos do globo (exceptuando, evidentemente, aquela gente que não sabe fazer nada mais que não seja guerra aos seus vizinhos, como Putin faz na Ucrânia e Netanyahu na Palestina, ambos com a bênção ...
  «Onde estava Deus?» Texto de Onofre Varela O tempo que tem feito, com estragos e mortes em vários pontos do globo, lembrou-me que p erante  tal  infortúnio  há quem se pergunte:  “Onde estava Deus, que permitiu tão nefasto acontecimento? Por que não evitou tal desastre se, afinal, ele tudo  sabe e  pode?” .  São perguntas lícitas que qualquer crente pode fazer, mas não há respostas para elas. A pergunta só é formulada por quem crê, na convicção de a divindade ser real para além dos seus pensamentos.  Na verdade Deus não podia estar no local do acidente, da catástrofe natural ou do crime, porque como ideia que é, só se encontra dentro da cabeça de quem nele crê. Fora da cabeça do crente não há Deus em lado algum.   Penso que esta pergunta trágica do crente que se sente frustrado por não ver a intervenção divina naquilo  em  que, segundo  o  s eu entendimento , deveria intervir, aconteceu aos judeus  na  seg...

Do Diário da Diana – 13 anos – escola C+S da Musgueira (29 de março de 2025)

Ontem jantámos sozinhas, a minha mãe e eu, porque o meu pai foi trabalhar com o táxi do Esteves, a quem chama Dr. Esteves, dono de táxis e patrão de vários taxistas, alguns deles imigrantes, que o meu pai odeia. Quando a sopa já fumegava na mesa, caiu-nos a notícia de que o Montenegro tinha sido hospitalizado, notícia que nos desgostou, não porque gostemos dele, porque nunca nos alegramos com as doenças de quem quer que seja. Felizmente que, ainda no decurso do telejornal, o vimos a falar com os jornalistas à saída do hospital. Ficámos tranquilas e felizes por ter sido tão bem tratado no SNS que o seu Governo pretende destruir. Vimos depois um edifício altíssimo a desmoronar-se com o abalo do sismo violento que assolou, sobretudo, a Tailândia e Myanmar, um colosso de betão a implodir como se fosse um castelo de cartas. O sismo provocou certamente milhares de mortos. A notícia mais importante da política internacional foi a da visita do vice-presidente dos EUA à Gronelândia, provocação ...

António Barreto (AB), um neoliberal bem pago e político videirinho

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António Barreto, o neoliberal que temia (?) que António Costa perdesse o partido (PS), ao aceitar o apoio parlamentar do PCP e do BE no seu primeiro governo, não desiste da Cruzada a favor da direita neoliberal radical. AB, sociólogo competente, fotógrafo experiente e ex-empregado de uma mercearia com sede na Holanda, não desiste do combate à esquerda, desde a social-democracia mais à direita até a qualquer forma de socialismo, revolucionário ou não. Que um político ressabiado use a influência para combater deias que já foram suas, não admira. AB, apesar da formação académica na Suiça, é o provinciano que Mário Soares fez ministro da Agricultura e Pescas, ainda com vergonha de ser de direita e sôfrego de tornar-se o seu ideólogo como, em tempos, quis ser o do PS. Barreto foi um dos trânsfugas que permitiram a Sá Carneiro ornamentar a AD (Aliança Democrática) com penas de esquerda e nunca mais o abandonou a sedução pela direita. É tão anti-social-democrata como foi anticomunista n...

Da série: Aldrabões à solta

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Arboricida e sonso.  

As eleições legislativas e o armamento (2)

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 Comentários pertinentes ao meu texto: Manuel M Pinto  "O inquisidor-mor abriu o jogo" Por José Goulão Quinta, 27 de Março de 2025 https://www.abrilabril.pt/nacional/o-inquisidor-mor-abriu-o-jogo "Em boa verdade, é urgente que as portuguesas e portugueses se apercebam da necessidade de travar o envio dos nossos filhos e netos para um matadouro que nada tem a ver com os nossos interesses, apenas existe por razões que não são as nossas e nenhuma relação tem com a democracia, antes pelo contrário – digam o que disserem as classes políticas e respectivos propagandistas. É urgente, por isso, que se evite o arrastamento dos nossos jovens para o sacrifício antes de começarem a regressar, em massa, inertes e dentro de sacos de lona. É disto que também trata a campanha eleitoral em curso." Thu M03 27, 09:33:50 PM Responder Eliminar JA  No que concerne à necessidade do aumento das despesas para a defesa, com o devido respeito pela posição exposta no texto, parece-me que a m...

As eleições legislativas e o rearmamento

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Sem perder de vista o julgamento ético do primeiro-ministro que recusou esclarecer as avenças que transmitiu aos filhos, só depois de descobertas, e a reincidência em eleições que provocou e dissimuladamente atribui a oposição, há questões urgentes a discutir. O PSD, useiro e vezeiro a tomar decisões em períodos de gestão, continua a usar o que sobra da invejável situação financeira que herdou na campanha eleitoral em curso. Da conduta e dos fracassos do governo, especialmente na Saúde e Habitação, pelas decisões erradas que agravaram os problemas, é obrigatória a punição eleitoral. Há assuntos em que é necessário confrontar todos os partidos, sendo o rearmamento um dos mais importantes desde que Mark Rute, secretário-geral da NATO, referiu a meta de 5% para esse fim, sem justificação e por mera exigência do patrão, Donald Trump. Com Rute em risco de ser despedido por desapego dos EUA à Nato, cabe aos países da UE repensar a aliança, com ou sem o RU, o satélite dos EUA rival da UE, e c...

Notícia de última hora:

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Depois de Trump ter retirado o apoio dos EUA à Nato agora é Gonçalo da Câmara Pereira que retira o apoio do PPM à AD.

Um humorista no meu televisor

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RTP-1 – José Rodrigues dos Santos (JRS) açaimado 25-03-2025

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O agente de serviço, JRS, interrogou Inês Sousa Real, suspeita de ligações ao PAN, sobre as eleições legislativas. Cansado da tortura, deixou a suspeita falar livremente e parecia um jornalista a falar com a adversária sem mostrar hostilidade ao ouvi-la dizer mal da União Nacional, no governo, agora sob a liderança de um rural espertalhão. O agente parecia recear um qualquer 25 de Abril. Prevê-se a sua substituição por Artur Agostinho.

RTP-1 e o PCP – Metáfora

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E assim terminou o interrogatório do agente da PIDE para extorquir a Paulo Raimundo a confissão sobre a sua ligação ao PCP. Fotograma do momento em que o torturador o enviou para a sala das traseiras da Rua António Maria Cardoso para novos interrogatórios antes de ser enviado ao Tribunal Plenário onde o juiz Florindo não deixará de o condenar e de lhe aplicar medidas de segurança.

RTP-1 – José Rodrigues dos Santos (JRS)

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Sei que JRS se julga ungido para impunemente promover os seus livros e as suas ideias sem que lhe lembrem a imparcialidade a que o canal público o obriga. Podia recordar as suas atitudes impróprias em que há muito reincide, mas nunca, como ontem, no telejornal das 20H00, o tinha visto violar tão grosseiramente o estatuto de jornalista e degradado tanto a ética e a correção, como o fez ao entrevistar o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo. Convidado, como os outros líderes partidários, a propósito das eleições legislativas que se avizinham, JRS interrogou-o sobre a decisão de os deputados do PCP não aplaudirem os deputados ucranianos recentemente ovacionados na AR pelos das outras bancadas. Irascível, pela conduta que JRS considerou imprópria, debateu com Paulo Raimundo a censura que estava subjacente ao exigir-lhe que o PCP aceitasse que era sua obrigação defender o envio de armas para a Ucrânia na guerra contra a Rússia. E não mais o largou ou mudou de tema até lhe agradece...

Eleições na Madeira

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Não nos iludamos, é perigoso não tirarmos ilações das eleições regionais da Madeira e do êxito da narrativa do PSD no condicionamento eleitoral. Há uma leitura nacional obrigatória e um prenúncio local do que vai sucedendo em toda a Europa onde os partidos social-democratas estão hoje mais à direita do que no pós-guerra os partidos conservadores e democrata-cristãos europeus. E a extrema-direita cresce! Na Madeira, onde a falta de alternância em 49 anos de democracia secou as oposições, as últimas eleições deixaram o PS agonizante e sem um único deputado regional à sua esquerda a integrar a faraónica Assembleia Regional de 47. Até os partidos extremistas nascidos no seio do PSD, um na ordem económica e outro fascista, IL e Chega, encontram aí dificuldades de furar a rede tentacular do PSD-M . O PSD, que herdou no Continente a melhor situação económica e financeira que alguma vez aconteceu, encontrou um especialista como líder provisório que o parágrafo escrito em Belém pela PGR, ...