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PSD, o ultimato ou uma execrável chantagem…

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O Ultimato inglês sobre o mapa cor-de-rosa apressou a queda da monarquia e levou a que o último monarca (fazendo jus ao cognome de ‘o breve’) se refugiasse na velha Albion. Acabou, deste modo, por desencadear um efeito boomerang. Por cá o PSD ainda não percebeu as voltas que a vida dá. Hoje, o nóvel chefe do grupo parlamentar do PSD, Hugo Soares, aparece a terreiro a lançar um outro ultimato link. Uma auspiciosa estreia. Resta saber como acabará. De facto, Este não é o primeiro ultimato oriundo do partido de Passos Coelho. Tudo começou com um assunto mais modesto. O primeiro ultimato girou à volta dos SMS trocados entre Centeno e Domingues sobre a CGD. A maioria parlamentar fez o PSD/CDS engolir o ultimato link. Os ultimatos são, em regra, a criação de posições extremadas em que o promotor já sabe quais os resultados. São atos de desespero. Todavia, os ultimatos têm consequências. É uma estratégia de enfrentamento que fecha todas as saídas presentes e compromete irremediavelmente …

Os fogos e a piromania

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As mortes, independentemente do número, são uma tragédia para quem fica, o luto que resiste ao tempo, a memória sofrida que aflige os vivos na razão direta do sofrimento de quem sente a falta das vítimas.

A tragédia de Pedrógão Grande devia merecer o silêncio que o luto exige e o recato que a dor impõe. Os fogos lavram ainda e não se sabe quantas mais vítimas podem juntar-se às que já pereceram.

Há certamente consequências políticas a tirar e responsabilidades a apurar, mas o ruído mediático que não deixa os cadáveres em paz, na vertigem partidária capaz de rivalizar com os animais necrófagos, atinge as raias da obscenidade.

O Expresso pensou atingir a glória com o rol completo da necrologia, e ainda descobriu uma morte mais, por atropelamento, que logo atribuiu à fuga do referido incêndio, com um título tendencioso e de falsas insinuações, a revelar a decadência ética do semanário.

A direita, que responsabiliza o Governo pelas mortes, na ânsia de regressar ao poder que perdeu nas ele…

A aventura do Ventura, a promoção de Passos Coelho e o desastre anunciado …

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O que se está a passar na campanha autárquica em Loures é extremamente relevante em termos políticos. Reduzir a questão suscitada pelo candidato André Ventura a um mero caso de discriminação rácica é não querer enxergar o alcance do que está escondido por detrás de uma nebulosa espuma eleitoral. A campanha autárquica em Lisboa é muito importante em termos de impacto político (trata-se da capital) mas Loures, no contexto da evolução política da Direita nacional, é um marco ainda difícil de interpretar que não deve ser desvalorizado. O que está a ser ensaiado em Loures é, exatamente, um teste da implantação da extrema-direita racista e xenófoba em Portugal. Dada a evolução do ‘caso de Loures’ é difícil esconder que este é o ‘balão de ensaio’ da extrema-direita em Portugal. Demorou algum tempo mas a direita caceteira, fascista, retrograda, xenófoba e saudosista (do salazarismo e império colonial) algum dia teria de aparecer à luz do dia. As tentativas ensaiadas pelo ‘spinolismo’ (MDLP…

Paradoxos

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Não, não defendo o regime venezuelano, mas há imagens desconcertantes nas manifestações.


E não é crime?

Pensando em meu pensamento…

«A ANA esteve a monitorizar o trabalho do SEF por observação local e através de um sistema com câmaras e software» – segundo afirma o Expresso.

Durante o fascismo eram as polícias que vigiavam os cidadãos e as empresas, agora, depois da trágica entrega dos aeroportos (ANA) à iniciativa privada, é esta que vigia as polícias, controla o turismo e mantém o país refém da sua estratégia.

É precisa a unidade na diferença para que o direito à diferença permaneça

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Quem, na madrugada que todos [os democratas] esperávamos, encontrou “O dia inicial inteiro e limpo / Onde emergimos da noite e do silêncio / E livres habitamos a substância do tempo», como Sophia de Mello Breyner definiu o 25 de Abril; quem se habituou, entre 1961 e 1974, a não perguntar aos companheiros, empenhados no derrube do fascismo, se integravam algum partido; quem participou no primeiro 1.º de Maio, no Estádio que levaria o nome desse dia, com 1 milhão de pessoas; quem distribuiu durante a ditadura panfletos e jornais, sem perguntar a origem; quem sofreu a guerra colonial e a repressão da ditadura, não se conforma que a direita se una em torno dos seus interesses e a esquerda se divida à volta das suas ideias.

Há um módico de pragmatismo que deve unir os que restamos das lutas e transportamos a memória da repressão com os que vieram e querem preservar as conquistas mínimas que o anterior governo não teve tempo de destruir.

Enquanto espumarem de raiva na comunicação social e …

Altice, o patrício Armando Pereira e a estratégia da aranha…

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A entrevista que um dos responsáveis da Altice, Armando Pereira, deu ao DN link, revela às escâncaras a postura dos ‘investidores’ em relação a Portugal. O facto de se assumirem como investidores deve, no entender o dirigente empresarial, abrir-lhe as portas do País de par em par e as questões do interesse nacional devem ser ignoradas. Uma subtil confusão entre investimento e filantropia é o primeiro passo para o logro. É óbvio que o País necessita de investimento para se desenvolver. Mas não de qualquer tipo de investimento. O dirigente da Altice ao afirmar que ‘nós não fazemos política, nós somos industriais’ está a tentar esconder todo um conjunto de circunstâncias que em vez de ajudarem o País o acabam por afundar. A Altice não revelou interesse em investir na PT quando esta era uma empresa nacional sólida, i. e., antes de começarem as trafulhices de comprar a Oi e de ‘investir’ no Grupo Espírito Santo quando este já estava falido. A Altice só se lembrou da PT quando a mesma es…