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BMEL - Programa

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Caros participantes nos encontros “Vozes Vivas”:
Agradeço, em nome da BMEL, terem aderido a esta iniciativa. Eis o programa que seguiremos:
Dia 22 de Agosto, na BMEL:
17.30 horas: encontro dos participantes, breve apresentação de cada um e troca de opiniões sobre as obras escritas.  (Pretende-se que as pessoas se conheçam e troquem informações sobre a criação literária no distrito da Guarda). 19.30 horas: jantar colectivo no Restaurante Alameda (ao lado da BMEL). 21.30 horas:  leitura, por cada participante, de poemas ou excertos de obras de ficção da sua autoria. Tendo em conta o elevado número de participantes cada intervenção não poderá ultrapassar os dez minutos. Chamamos a atenção para a necessidade de cumprir esta indicação para que TODOS possam ter oportunidade de ler parte da sua obra. Esta iniciativa decorre no Auditório Exterior da BMEL.

Temos intenção de promover mais acções deste tipo, usando o mesmo título.
Em anexo segue cartaz para que possam ajudar a promover os Encon…

Reflexão sobre as tragédias

Depois de o Governo e o PR terem restituído ao País um ambiente sem crispação e de se ter esforçado o primeiro a melhorar a vida dos portugueses, fustigaram-nos as habituais tragédias que este ano atingem proporções inauditas.

Sejam os insondáveis desígnios do acaso, a nossa incúria coletiva ou mãos criminosas, a verdade é que os incêndios e as procissões trouxeram ao país a dor, o luto e a desolação.

Podiam, pelo menos os partidos políticos, respeitar a dor e evitar usar as calamidades na luta eleitoral, mas o cinismo e a maldade parecem ser apanágio de quem se alimenta dos desastres e parece ávido de pretextos para conseguir pelo medo o que não consegue pelo mérito.

Quanto aos incêndios parece haver um plano concertado entre as inclemências do clima, o aquecimento global e mãos escondidas por trás das chamas que atearam.

No caso da Madeira, quem se lembraria de que um carvalho bicentenário, frondoso por fora e carcomido por dentro, esperava a hora da devoção para matar e estropiar d…

Trump e a Coreia do Norte

A sobriedade, esse esforço intelectual que se exige na razão direta das responsabilidades que se exercem e dos efeitos que as palavras e ações irrefletidas podem provocar, não é apanágio do atual Presidente dos EUA.

Que o biltre coreano, narcisista e megalómano, sujeite o seu povo a uma tragédia e seja indiferente aos riscos que as suas ameaças, para consumo interno, possam provocar, é um hábito na obscura ditadura que o domínio nuclear tornou perigosa.

Que o PR da nação mais poderosa do Planeta sofra dos mesmos defeitos, transforma o medo em terror, a incerteza em horror e a imponderabilidade em ameaça global.

A Coreia do Norte é um perigo, não só por si, mas pelo apoio que a China e a Rússia lhe podem dar por interesse geoestratégico. Trump menosprezou o silêncio diplomático que as duas grandes potências militares guardaram e, quando ouviu a China a pronunciar-se sobre uma eventual ação dos EUA contra a Coreia do Norte, fez a retirada de sendeiro e …elevou as ameaças (apenas) se o i…
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Car@s Amig@s:

Quem estiver na Guarda no próximo dia 22 (terça-feira), às 18H00 pode participar na Tertúlia BMEL - 22 de agosto.

Haverá leitura de textos de autores do distrito da Guarda integrados na tertúlia referida e que nela participam.

Estarei presente no evento. E terei muito gosto em rever amigos que se encontrem de férias na região.

Apostila - Até lá, este blogue terá menos textos meus e o «Ponte Europa» (livro de crónicas), de que será lida uma crónica, não estará à venda na BMEL (Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço).

Encontra-se, no entanto, nas livrarias habituais em todo país.

Óscar Romero, n. 15 de agosto de 1917

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Esgotadas as notícias sobre a festa do Pontal, este ano transformada em manifestação do Tea Party português, com Passos Coelho em fim de prazo e Cavaco Silva numa fugaz ressurreição da sua defunção política, os jornais portugueses já esqueceram o Calçadão da Quarteira. Sobram os incêndios que não param de consumir o País, notícias avulsas sobre Portugal e o Mundo e, naturalmente, páginas sobre o futebol.

Li cuidadosamente o DN e vi as capas de todos os jornais nacionais. Não encontrei uma única referência ao 1.º centenário do nascimento do arcebispo Óscar Romero. Procurei a Agência Ecclesia, agência de informação católica, mas limita-se a anunciar a celebração litúrgica da Assunção de Maria, dogma desde 1950, e bagatelas clericais de Felgueiras a Roma.

O que me surpreende é o silêncio sepulcral sobre o centenário do nascimento do homem que chegou a bispo por ser um padre conservador e passou a proscrito por aderir a ideais da não violência e por denunciar, nas suas homilias dominicai…

Do Pontal (uma espécie de Choupal algarvio) até à Lapa (S. Caetano)…

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Ontem, num cerimonial anualmente reeditado – mais uma vez em Quarteira - como sendo a ‘rentrée’ política do PSD, 'saudosisticamente' denominado como a ‘Festa do Pontal’, Passos Coelho, revelou estratégias a curto prazo link . E a primeira foi que não tenciona abandonar a liderança partidária. Confrontado com um período eleitoral muito próximo, do qual poderá depender a sua continuidade na direção do PSD, ignorou olimpicamente esse facto. Preferiu anunciar que para o ano haveria mais (pretende que seja ‘mais do mesmo’). Muito a medo, abordou o bom momento da situação económica nacional onde um crescimento económico mais robusto, uma descida das taxas de desemprego e o equilíbrio orçamental foram por si encarados com sendo, em primeiro lugar, uma consequência da conjuntura europeia e no que aí não cabe uma natural projecção da sua governação. Deu a sensação que tudo decorreria assim mesmo que não existisse governo. Mas Passos Coelho não pretendia fazer a apologia da anarquia. Q…

O regresso manso do fascismo

A complacência de Donald Trump perante a violência nazi e a Ku Klux Klan (KKK) é a obscena vénia aos incómodos apoiantes. Já não se trata de extremistas violentos que aproveitam o PR, é a atitude deste que, na tibieza, silêncio ou cumplicidade, os estimula.

É natural que seja mero défice cognitivo e cultural que faça de Trump o condescendente líder para com o extremismo da direita, mas a simpatia por Marine Le Pen e a antipatia por Merkel já eram um indício do que poderia esconder-se no rudimentar entendimento democrático de quem foi eleito com uma campanha xenófoba que exonerou a decência e o sentido de Estado das suas preocupações.

Com uma Europa onde a democracia já levou ao poder perigosos populistas, como na Hungria e na Polónia, e os partidos protofascistas crescem, a apreensão dos democratas aumenta. Os partidos da direita tradicional, que militaram na resistência ao nazismo, entraram numa deriva que os aproxima da extrema-direita que combateram.

Salva-se a Sr.ª Merkel que não …