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Arábia Saudita: o ‘golpe palaciano’, as réplicas regionais e o oculto impacto global…

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A notícia de que o príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman (MbS), está a levar a cabo uma purga no reino das Arábias surge como uma bomba e mostra como profundas dissensões no interior dos vários ramos da ‘família Saud’ podem estar a vir ao de cima com consequências imprevisíveis link. Na realidade, a velha família Saud que desde tempos ancestrais governava várias regiões na região (Negéde e Hejaz) viria a adquirir preponderância na península após o fracasso da ‘revolta árabe de 1916-18’, contra o domínio otomano e apoiada pelos Governos britânico e francês. O pretexto foi a ‘tutela’ dos lugares sagrados do islamismo (Meca e Medina). A revolta árabe - contemporânea da I Guerra Mundial – e encabeçado por Husseine (então xarife de Meca) viria a acabar com uma repartição da Península entre a França e a Grã- Bretanha (acordo de Sykes-Picot), traindo promessas anteriormente estabelecidas com os reinos nómadas. A mudança na configuração territorial surge em consequência da queda do …

A bactéria ‘Legionella pneumophyla’ e os vírus

Em Estrasburgo e Bruxelas a bactéria Legionella pneumophyla deixa os eurodeputados sem água quente nos gabinetes, pelo elevado risco de contaminação, devido à vetustez das canalizações. Têm de lavar as mãos em água fria. Não é grave.

Em Portugal, um surto da bactéria, com origem no Hospital de S. Francisco Xavier, já causou a morte de 5 pessoas, o internamento de 7, nos cuidados intensivos, e de 27, em enfermaria, num total, que todos os jornais e TVs atualizaram ontem, de 54 infetados, relativos ao dia anterior.

Enquanto a comunicação social e as redes sociais procuram associar António Costa, e os partidos de cujo apoio depende o seu Governo, ao lamentável surto, a empresa ‘Veolia Portugal’, responsável pelas torres de refrigeração do referido hospital, mobilizou “uma equipa interna de técnicos internacionais com vista a auxiliar no cabal esclarecimento».

É evidente a gravidade da trágica ocorrência, uma só morte é horrível para quem sente a perda do ente querido, mas a exploração me…

LIDO (Visão, 16 novembro 2017 – Pág. 61)

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“Uma pessoa que eu estimo, que é o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, tinha uma coluna no ‘Sol’. E o Professor um dia telefona-me e diz assim: “Olha, o ‘Sol’ está a ir para o fundo, não se aguenta”. Disse-lhe para dizer ao Saraiva que viesse falar comigo”.
(Ricardo Salgado, julho de 2014)

«O ‘Sol’ estava com grandes dificuldades financeiras devido a problemas com acionistas, ali no quadro da guerra com José Sócrates. Era colaborador do jornal e tentei ajudar, falando com várias pessoas ligadas a instituições financeiras»
(Marcelo Rebelo de Sousa à Visão)

A alma, essa desconhecida

A alma é um furúnculo etéreo que infeta o corpo dos crentes. É um vírus que sobrevive à morte do hospedeiro e migra para a morada perpétua que os clérigos lhe destinam.

A alma é um bem mobiliário sujeito a imposto canónico e que, à semelhança das ações de empresas, hoje também desmaterializadas, exige taxa de ‘gestão da carteira celestial’.

No mercado mobiliário as ações são transmissíveis e negociáveis. Representam avos do capital social das empresas. A sua clonagem é criminosa e leva o autor à prisão, exceto quando o Vaticano está envolvido e nega a sua extradição, como sucedeu ao arcebispo Marcinkus, que JP2 protegeu, após a falência fraudulenta do Banco Ambrosiano.

Quanto à alma, há suspeitas de haver um número ilimitado em armazém, o que exaspera os clérigos, intermediários do negócio, com o planeamento familiar. Não se sabe bem se a alma vai no sémen, está no óvulo ou surge depois da cópula, um ato indecente para tão precioso e imaculado bem.

Os almófilos andam de joelhos e põem…

O que o País deve a Marcelo e o que não pode consentir

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Após a tomada de posse, Marcelo surgiu sem prótese conjugal, irradiando simpatia, em flagrante contraste com o antecessor. Com a cultura, inteligência e sensibilidade que minguavam a Cavaco, tornou-se um caso raro de popularidade.

O respeito pela Constituição da República, elementar no constitucionalista, levaram-no a aceitar o Governo legitimamente formado na AR e a que Cavaco dera posse com uma postura indigna de quem, sem passado democrático, é devedor à democracia dos lugares cimeiros que ocupou.

Marcelo, em vez de ameaçar o País e denunciar à Europa os perigos imaginários que um ressentido reacionário lobrigou no entendimento democrático dos partidos de esquerda, ajudou ao desanuviamento do ambiente político e à higienização do cargo para que fora eleito. Fez o que devia, e teve a decência de romper com a herança de dez anos.

Esgotado o mérito que lhe será sempre creditado, entrou num frenesim próprio de quem é hipercinético, por temperamento, e ansioso de mediatismo, por idioss…

Tal como nos submarinos…

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O arquivamento e prescrição de crimes parecem sofrer de uma inclinação partidária que, sendo certamente aparente, deixa os portugueses perplexos.

Podem ser coincidências, mas o silêncio que se abateu sobre a investigação da Visão a Câmaras do grande Porto, onde altos dignitários do PSD estavam comprometidos, ou à gestão danosa de bancos, que enlamearam políticos do bloco central, especialmente da direita, é suspeito. Raramente se fala dos bancos GES/BES, Banif, BPN, BPP e BCP. Há um sentimento de desconfiança perante a impunidade que levará ao ressentimento.

Enquanto o ministro da Saúde pede desculpa por mortes causadas por uma bactéria que mata, o cardeal renuncia às rezas contra a seca e o PR acha em Lisboa os sem-abrigo que no tempo do antecessor seriam hospedados em hotéis, a comunicação social silencia o que pode lesar os interesses dos seus donos e reincide nas imagens dos incêndios.

O arquivamento do processo contra Dias Loureiro, por falta de provas, quando o prazo se esgotou…

Madrinha acompanha o Padrinho.

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