A esquerda benzida

Com o título em epígrafe Fernanda Câncio, no DN, volta a abordar a laicidade do Estado assunto que Vital Moreira foi o primeiro a levantar no «Causa Nossa» sob o título «A que propósito…».

O «Ponte Europa» já tinha salvado a face com a publicação do Comunicado da Associação «República e Laicidade».

No entanto, silenciar um acto de subversão do espírito e da letra da Constituição pelo primeiro-ministro é o pior serviço que podemos prestar a um Governo cuja governação é globalmente positiva e que, sem ambiguidades, apoiamos.

Só há países livres onde se pratica a laicidade do Estado e a religião só é livre quando aprende a viver emancipada da tutela do poder político.

Comentários

Anónimo disse…
PORTO, 2006.09.15
Concordo que a religião só será livre quando aprender a viver emancipada da tutela do poder político.

Não concordo que a governação vigente seja globalmente positiva apesar de o apoiar.

JS
Rui Luzes Cabral disse…
Ora Viva.

Sou 100% a favor da separação Estado/Religião. Por isso não gosto por exemplo de ver presidentes de Junta de Fregusia em lugar de destaque e referenciados como tal por exemplo no acolhimento de um novo pároco. Faz-me também alguma confusão que seja o Estado (Ippar/DGEMN)a tutelar o património da Igreja. Julgo que o Ippar/DGEMN só deveriam tutelar o património que já não está ao culto. Tudo o restante deveria ser uma comissão da Igreja a tratar. "A Deus o que é de Deus, a César o que é de César"

Abraço Amigo
SATANÁS disse…
HUMMMM !...
e-pá! disse…
Li em qualquer lado - não me consigo recordar onde - uma frase (vou citar de memória) que, versando a benzedura da referida escola, é simplesmente deliciosa:

"saiem os crucifixos pela janela, entram os padres pela porta"

Mais ou menos isto...

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