Aznar e Bush

«El expresidente del Gobierno José María Aznar elogia el legado del mandatario estadounidense, George W. Bush, y su "gran contribución" a la causa de la libertad en un artículo del diario conservador francés Le Figaro bajo el título Lo que le debemos a George W. Bush».

O velho franquista a quem o cataclismo da invasão do Iraque arredou da presidência da Comissão Europeia e a mentira no 11 de Março, sobre a autoria do massacre de Atocha, provocou o desastre eleitoral que removeu o seu partido do Governo, continua convicto de que é detentor da verdade quando o mundo se engana.

A vocação mitómana do ex-governante ligado ao Opus Dei manifestou-se em relação às armas iraquianas, à imputação à ETA da tragédia terrorista de Atocha e mantém-se no panegírico ao desacreditado presidente americano que afastou os republicanos do poder.

Como pode Aznar, ungido num rancho do Texas para ser o arauto da criminosa invasão do Iraque, baseada em mentiras e consumada ao arrepio do direito internacional, elogiar o irresponsável que dizia ter sido aconselhado por Deus? Onde andou estes anos em que nenhum dos alegados objectivos de libertação e democracia se cumpriu e em que está cada vez mais perto a teocracia que já eliminou a presença cristã e judaica e fez emergir o Irão como potência regional?

Quais são as «ideias, princípios e valores» que vê no antigo governador do Texas que se distinguiu por ter assinado mais execuções do que qualquer outro governador em algum tempo ou em outro qualquer estado?

Que “legado de liberdade” deixa Bush, responsável pelas torturas praticadas nos campos de terror de Guantánamo e Abu Ghraib, insensível ao horror e ao desprezo pelos direitos humanos?

Aznar detém a mais alta condecoração dos EUA, à semelhança de Nelson Mandela ou de Winston Churchill mas, para isso, levou o seu Governo a dar mais de um milhão e meio de euros a um escritório americano de advogados para fazer lóbi, nos EUA – um investimento modesto e excelente, que transformou um papa-hóstias num governante.

Quem despreza a ética e a honradez é natural que acabe a tecer encómios a George W. Bush. Triste testemunho para história.

Comentários

e-pá! disse…
G.W. Bush é um dos poucos presidentes dos States que, antes de terminar os 2 (!) mandatos, já entrou para a História.

Como o pior presidente do EUA!

E Blair, Aznar e Barroso como seus "azeiteiros"...

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