Sim à igualdade de género!

O Chefe do Vaticano defende a igualdade de género e a igual dignidade da mulher.

Penso que todas as pessoas de bem devem procurar consensos.
Este é um princípio que partilho com Ratzinger e a sua afirmação merece ser saudada!

Espero que Bento XVI seja consequente e reveja o comportamento do Vaticano e da ICAR em várias questões, como, por exemplo, o acesso das mulheres à função de ministro da igreja.

Comentários

e-pá! disse…
Esta igualdade de género é bem patente no post anterior.

Primeiro, a líder da oposição discursa na Cúria, depois alteram-se as seculares restrições.

Mas a oposição não se pode contentar com o que o papa parece (!) oferecer de mão beijada.

Assim, MFL, aproveita para exigir - com a benção de Berlusconi - a abolição do Tratado de Latrão e, na onda, reivindica o apoio da UE aos domínios do Castelo Gandolfo, oportunidade que - com certeza lhe seria facultada por Barroso - a dita Cúria não soube aproveitar.
E-Pá:

Cuidado com o meu riso fácil.

Jantei tarde e ainda estou em plena digestão.

Excelente humor.
Stefano disse…
o papa me diverte com suas hipocrisias.
sxzoeyjbrhg disse…
Manual de Instruções para a Vida:

Instruction Manual for Life [cc]

http://www.youtube.com/watch?v=kAIpRRZvnJg
Maria disse…
e lá pensava Afonso Costa:

"Ora leiam esta pequena pérola autoria de Gonçalves Costa publicada em 1913 no jornal Humanidades de Coimbra conotado com o Partido Democrático de Afonso Costa:

A mulher, razão da existência de muitos homens, adorado símbolo da virtude e da pureza, objecto patético do ideal e do sonho, síntese, delicada da beleza nas suas modalidades mais emocionantes, a mulher estímulo de muitas actividades, causa suprema das mais divinas inspirações, única de mil tragédias, a mulher o perfume, a mulher o crime, vai hoje também cair sob o nosso inexorável bisturi. Percorrendo as páginas da sua história através os tempos, ela surge-nos aqui causa originária de um imenso rosário de tragédias e de crimes, alem manancial de amor e de inspiração, guindando as mais sublimes concepções poética, os mais fecundos génios. (…)Podemos ser cruel joeirando a poeira que lhe conspurca a personalidade, todavia como vêem o reverso da medalha patenteia-nos gestos que inspiram ao mesmo tempo piedade e simpatia. O que não podemos contestar é que ela tem apetites muito variegados e estômago para digerir com o mesmo custo frutos bons e frutos venenosos. (…)(…) A mulher de hoje, sobretudo aquela que vegeta nas cidades onde há cheiros de civilização, não é a mulher como devia ser, nem tão pouco parece aproximar-se da devida meta, é uma mulher manequim, chapa aonde os holofotes das. casas de modas de Paris e de Londres projectam as linhas caprichosas dos seus figurinos complicados. E’ uma mulher falsificada, pretensiosa, entalada em rígidas lâminas de aço, e aumentando sensivelmente o seu peso real com alguns quilos de algodão que lhes retocam as deficiências do físico.

(…) Muito se tem escrito acerca da educação da mulher, criticando as suas aberrações, traçando de varias formas qual deveria ser o seu trajecto na vida social. Uns querem arma-la com os pesados fardos dum soldado, outros que ela seja o que é, e ainda outros que ela se perca e agite no complicado labirinto da vida externa esquecendo os cuidados periódicos que reclama a sua débil constituição. E assim ela naturalmente sensível e instável em frente de tão divergentes opiniões respeitantes ao seu verdadeiro papel, move-se indecisa, hesitante no meio da vasta arena das suas manifestações acabando em geral por integrar-se resignadamente na situação primitiva. Algumas vezes protestando contra os preconceitos que a esmagam, com um gesto repulsivo, grita revoltada pela sua emancipação. E nesta palavra ela compreende a fuga do lar, a fractura (cruel dos elos que a ligam ao esposo e aos filhos e aí vai sob a impulsividade da enganadora corrente feminista. Tristes quimeras! Aneearido pela sua regeneração, degenera-se. As mulheres na (sua maioria são verdadeiras crianças, com caprichos singulares, excêntricas exigências, são histéricas, nervosas, morbidamente tímidas, deploravelmente ignorantes.Em frente desta fotografia, o que pretendem as feministas, onde quer que elas existam?
Para disfarçar a sua infantilidade, os seus caprichos, as suas exigências, envergam um trajo tanto ou quanto possível semelhante ao do homem, para proteger o nervosismo, o histerismo, e a sua timidez, usam pistola e para acabar de vez com a ignorância, uma formatura. (…) Basta que ela saiba ser mãe para o que é preciso aprender. Uma parte desta sublime missão sabe-a ela instintivamente, outra desconhece-a geralmente - a educação dos filhos.

Para isto é preciso despartilha-la; despi-la de muitos preconceitos que a perseguem e gritar-lhe bem alto ao ouvido: não sacrifiques a tua saúde ao rigor artístico dos figurinos porque ao desenhista nada custou a manejar o lápis sobre um pedaço de papel! E acredita, mulher, que não há para ti mais exaltado ideal que o de ser boa Mãe. "

http://www.centenariodarepublica.org/centenario/2009/03/27/a-emancipacao-da-mulher-aos-olhos-dos-%E2%80%9Cdemocraticos%E2%80%9D-de-afonso-costa/

votar, nem pensar:

"Desde a sessão inaugural da Assembleia Constituinte, em 19 de Junho de 1911, ficou expressa a cláusula de masculinidade para a entrada no parlamento republicano, e toda a legislação subsequente veio confirmar que as mulheres estavam excluídas do processo político."

http://www.centenariodarepublica.org/centenario/2008/04/17/a-republica-e-os-direitos-da-mulher/



http://www.youtube.com/watch?v=CX2roSxua3k

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