Mensagens

A mostrar mensagens de 2017

BMEL - Programa

Imagem
Caros participantes nos encontros “Vozes Vivas”:
Agradeço, em nome da BMEL, terem aderido a esta iniciativa. Eis o programa que seguiremos:
Dia 22 de Agosto, na BMEL:
17.30 horas: encontro dos participantes, breve apresentação de cada um e troca de opiniões sobre as obras escritas.  (Pretende-se que as pessoas se conheçam e troquem informações sobre a criação literária no distrito da Guarda). 19.30 horas: jantar colectivo no Restaurante Alameda (ao lado da BMEL). 21.30 horas:  leitura, por cada participante, de poemas ou excertos de obras de ficção da sua autoria. Tendo em conta o elevado número de participantes cada intervenção não poderá ultrapassar os dez minutos. Chamamos a atenção para a necessidade de cumprir esta indicação para que TODOS possam ter oportunidade de ler parte da sua obra. Esta iniciativa decorre no Auditório Exterior da BMEL.

Temos intenção de promover mais acções deste tipo, usando o mesmo título.
Em anexo segue cartaz para que possam ajudar a promover os Encon…

Reflexão sobre as tragédias

Depois de o Governo e o PR terem restituído ao País um ambiente sem crispação e de se ter esforçado o primeiro a melhorar a vida dos portugueses, fustigaram-nos as habituais tragédias que este ano atingem proporções inauditas.

Sejam os insondáveis desígnios do acaso, a nossa incúria coletiva ou mãos criminosas, a verdade é que os incêndios e as procissões trouxeram ao país a dor, o luto e a desolação.

Podiam, pelo menos os partidos políticos, respeitar a dor e evitar usar as calamidades na luta eleitoral, mas o cinismo e a maldade parecem ser apanágio de quem se alimenta dos desastres e parece ávido de pretextos para conseguir pelo medo o que não consegue pelo mérito.

Quanto aos incêndios parece haver um plano concertado entre as inclemências do clima, o aquecimento global e mãos escondidas por trás das chamas que atearam.

No caso da Madeira, quem se lembraria de que um carvalho bicentenário, frondoso por fora e carcomido por dentro, esperava a hora da devoção para matar e estropiar d…

Trump e a Coreia do Norte

A sobriedade, esse esforço intelectual que se exige na razão direta das responsabilidades que se exercem e dos efeitos que as palavras e ações irrefletidas podem provocar, não é apanágio do atual Presidente dos EUA.

Que o biltre coreano, narcisista e megalómano, sujeite o seu povo a uma tragédia e seja indiferente aos riscos que as suas ameaças, para consumo interno, possam provocar, é um hábito na obscura ditadura que o domínio nuclear tornou perigosa.

Que o PR da nação mais poderosa do Planeta sofra dos mesmos defeitos, transforma o medo em terror, a incerteza em horror e a imponderabilidade em ameaça global.

A Coreia do Norte é um perigo, não só por si, mas pelo apoio que a China e a Rússia lhe podem dar por interesse geoestratégico. Trump menosprezou o silêncio diplomático que as duas grandes potências militares guardaram e, quando ouviu a China a pronunciar-se sobre uma eventual ação dos EUA contra a Coreia do Norte, fez a retirada de sendeiro e …elevou as ameaças (apenas) se o i…
Imagem
Car@s Amig@s:

Quem estiver na Guarda no próximo dia 22 (terça-feira), às 18H00 pode participar na Tertúlia BMEL - 22 de agosto.

Haverá leitura de textos de autores do distrito da Guarda integrados na tertúlia referida e que nela participam.

Estarei presente no evento. E terei muito gosto em rever amigos que se encontrem de férias na região.

Apostila - Até lá, este blogue terá menos textos meus e o «Ponte Europa» (livro de crónicas), de que será lida uma crónica, não estará à venda na BMEL (Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço).

Encontra-se, no entanto, nas livrarias habituais em todo país.

Óscar Romero, n. 15 de agosto de 1917

Imagem
Esgotadas as notícias sobre a festa do Pontal, este ano transformada em manifestação do Tea Party português, com Passos Coelho em fim de prazo e Cavaco Silva numa fugaz ressurreição da sua defunção política, os jornais portugueses já esqueceram o Calçadão da Quarteira. Sobram os incêndios que não param de consumir o País, notícias avulsas sobre Portugal e o Mundo e, naturalmente, páginas sobre o futebol.

Li cuidadosamente o DN e vi as capas de todos os jornais nacionais. Não encontrei uma única referência ao 1.º centenário do nascimento do arcebispo Óscar Romero. Procurei a Agência Ecclesia, agência de informação católica, mas limita-se a anunciar a celebração litúrgica da Assunção de Maria, dogma desde 1950, e bagatelas clericais de Felgueiras a Roma.

O que me surpreende é o silêncio sepulcral sobre o centenário do nascimento do homem que chegou a bispo por ser um padre conservador e passou a proscrito por aderir a ideais da não violência e por denunciar, nas suas homilias dominicai…

Do Pontal (uma espécie de Choupal algarvio) até à Lapa (S. Caetano)…

Imagem
Ontem, num cerimonial anualmente reeditado – mais uma vez em Quarteira - como sendo a ‘rentrée’ política do PSD, 'saudosisticamente' denominado como a ‘Festa do Pontal’, Passos Coelho, revelou estratégias a curto prazo link . E a primeira foi que não tenciona abandonar a liderança partidária. Confrontado com um período eleitoral muito próximo, do qual poderá depender a sua continuidade na direção do PSD, ignorou olimpicamente esse facto. Preferiu anunciar que para o ano haveria mais (pretende que seja ‘mais do mesmo’). Muito a medo, abordou o bom momento da situação económica nacional onde um crescimento económico mais robusto, uma descida das taxas de desemprego e o equilíbrio orçamental foram por si encarados com sendo, em primeiro lugar, uma consequência da conjuntura europeia e no que aí não cabe uma natural projecção da sua governação. Deu a sensação que tudo decorreria assim mesmo que não existisse governo. Mas Passos Coelho não pretendia fazer a apologia da anarquia. Q…

O regresso manso do fascismo

A complacência de Donald Trump perante a violência nazi e a Ku Klux Klan (KKK) é a obscena vénia aos incómodos apoiantes. Já não se trata de extremistas violentos que aproveitam o PR, é a atitude deste que, na tibieza, silêncio ou cumplicidade, os estimula.

É natural que seja mero défice cognitivo e cultural que faça de Trump o condescendente líder para com o extremismo da direita, mas a simpatia por Marine Le Pen e a antipatia por Merkel já eram um indício do que poderia esconder-se no rudimentar entendimento democrático de quem foi eleito com uma campanha xenófoba que exonerou a decência e o sentido de Estado das suas preocupações.

Com uma Europa onde a democracia já levou ao poder perigosos populistas, como na Hungria e na Polónia, e os partidos protofascistas crescem, a apreensão dos democratas aumenta. Os partidos da direita tradicional, que militaram na resistência ao nazismo, entraram numa deriva que os aproxima da extrema-direita que combateram.

Salva-se a Sr.ª Merkel que não …

Trump e a Venezuela

Imagem
Trump, depois de ter esticado a corda contra a Coreia do Norte, colocando-se ao nível do esquizofrénico líder da dinastia Kim, criou uma situação de difícil retorno. Resta saber se ainda há um módico de bom-senso que evite a catástrofe à escala planetária.

O Presidente dos EUA, se a loucura o levar a carregar no botão atómico, ninguém o poderá travar.
Entretanto,

Como o ego dos ineptos exige a exibição permanente, Trump avançou para as ameaças à Venezuela onde a situação política se deteriora sem precisar que diga alto o que a CIA já está a fazer no terreno, com a agravante de tornar mais impopular o seu país.

Trump não é um político, é um empreiteiro que espreita negócios.

Israel e as Religiões do Livro

O Antigo Testamento é um manual xenófobo, violento, misógino e vingativo que reflete o pensamento tribal da Idade do Bronze e a sua natureza patriarcal. Por mais alterações que tenha sofrido, continua um excelente documento histórico e literário, cuja natureza humana é óbvia, mas atribuído ao deus abraâmico, exclusivo das tribos israelitas.

Na idade adulta de Jesus, que seguramente não nasceu em Nazaré nem na data referida, houve quem visse no jovem judeu, exímio em parábolas e com currículo no ramo dos milagres, o Messias anunciado.

Paulo de Tarso era um judeu da Diáspora, israelita circuncidado da tribo de Benjamin, um intelectual do Império romano, que abraçou a ideia de que Jesus era o tal Messias e que veio salvar ‘todos’ os homens, abrindo a primeira cisão bem-sucedida no judaísmo.

Paulo de Tarso iniciou a globalização e o proselitismo religioso com a violência usual dos trânsfugas, movendo uma perseguição implacável aos judeus que não aceitaram o novo Messias e tornando-se fund…

Cravo & Ferradura

Imagem
O desenho de José Bandeira no DN, hoje, dispensa comentários.

Política, religião e Trump

A democracia política é, na minha conceção, a única aceitável, recusando a referendária e outras propostas que se anunciam ou já fracassaram.

No entanto, a eleição democrática não faz os eleitos democratas nem lhes confere poder discricionário. Hitler foi eleito democraticamente e muitos déspotas começaram por ter larga aceitação, para acabarem protegidos por uma guarda pretoriana ou derrubados.

Mesmo os que se comportam como democratas, em países civilizados, não se coíbem de atropelar o direito internacional noutros países. Os quatro delinquentes que invadiram o Iraque foram eleitos democraticamente e jamais manifestaram a mais leve intenção de subverter nos seus países as regras democráticas sob as quais foram eleitos. Bush, Blair, Aznar e Barroso só não são julgados, e presos, por ser maior a força que os protege do que a razão que lhes assiste.

O poder económico, diversas formas de tribalismo (nacionalismo incluído) e as crenças organizadas são grandes ameaças à democracia, mas s…

Nicolás Maduro e a ‘primavera andino-amazónica’…

Imagem
A rebelião de militares (milícias?) na Venezuela contra a presidência de Nicolás Maduro faz lembrar o ‘episódio das Caldas’ que antecedeu o 25 de Abril link. A situação venezuelana é substancialmente diferente dos tempos de estertor da ditadura portuguesa mas as movimentações militares, salvaguardadas as distancias, representam a usura que o papel de ‘guarda pretoriana’ acaba por causar na coesão das Forças Armadas, em qualquer País. Na Venezuela o ambiente interno, isto é, as condições de vida tornaram-se insuportáveis para um número cada dia mais extenso de cidadãos. A rutura em serviços sociais básicos, como por exemplo, no abastecimento de medicamentos e de bens alimentares essenciais é dramática. A fome sempre foi o motor das transformações históricas. E a incapacidade de suster a disseminação endémica da miséria leva ao desespero de todos aqueles que nunca tendo beneficiado da riqueza nacional explorada, ou produzida, tinham - apesar de tudo - assegurados níveis mínimos de sub…

As religiões, os crentes e a intolerância

Não lamentaria o fim das religiões, mas magoar-me-ia que um só crente, qualquer que fosse o seu deus, acabasse molestado. Considero as religiões, todas as religiões, falsas e prejudiciais, mas não imagino que a sua ausência tornasse os povos mais felizes e mais racionais os crentes.

Sendo o mundo o que é e as pessoas como são, porque são moldadas no berço e sofrem os constrangimentos das sociedades onde vivem, seria ótimo se houvesse um módico de racionalidade a suavizar o proselitismo que devora os crentes mais exaltados.

É ocioso referir a crueldade e sofrimento provocados por suicidas que morrem e matam a gritar que “deus é grande”, à espera do ror de virgens e de rios de mel doce que julgam à espera, depois da imolação insana.

O bando de cruzados mentirosos que agrediu o Iraque originou uma tragédia que devia arrepiar os cúmplices de Bush, Blair, Aznar e Barroso. A comunidade de cristãos de 4,5 milhões de crentes que, em 1950, vivia no Iraque, desde o século I d.C., está reduzida …

A Coreia do Norte e os EUA

Imagem
Kim Jong-un, o último membro de uma dinastia dita comunista, entrou em incontrolável delírio megalómano e, depois de provocar os países vizinhos com o lançamento de uma dúzia de mísseis, ameaçou os EUA com um ataque termonuclear preventivo, “uma lição implacável”. Por sua vez, o imprevisível presidente da maior potência mundial, Donald Trump, respondeu-lhe que levará à Coreia do Norte “uma fúria e um fogo jamais visto no mundo”. Depois da mãe de todas as batalhas temos os pais da próxima guerra.

Estão bem, um para o outro; mal, para os dois países; e pessimamente, para o mundo. A escalada de violência verbal entre indivíduos de duvidosa sanidade mental e equilíbrio comportamental, deixa o mundo à beira de um ataque de nervos.

Entretanto, mais frios e não menos perigosos, os líderes da China e da Rússia reservam-se para vários cenários e preparam as peças do xadrez geoestratégico que pode definir a futura correlação mundial de forças se o Planeta sobreviver à demência de quem manda e …

Inquietações metafísicas

Imagem

Ninguém pergunta a opinião do touro?

Imagem
«Devem ouvir-se igualmente ambas as partes» (Demóstenes, séc. IV AC, in 'Oração da Coroa')

Macron e a ‘primeira-dama': uma ‘majestática’ deriva …

Imagem
O estatuto de ‘dama’, seja a primeira ou a última (haverá esta categoria?) sempre foi, no quadro dos regimes republicanos, uma situação incompreensível para não dizer caricata. O conceito tradicional de ‘dama’ enquanto mulher de bons modos, boa educação, nobre e socialmente distinta não se coaduna com o conceito basilar de que todos os cidadãos nascem iguais em deveres e direitos. As damas seriam sempre as ‘prendadas’ distintas das 'mulheres vulgares’. Uma discriminação inaceitável. Estar casada com um eleito - seja no topo da hierarquia representativa do Estado, seja para a presidência de uma junta de freguesia - não pode veicular quaisquer tipos de privilégios link. O casamento é desde há muito, em termos civis, um contrato entre dois cidadãos regulado por um quadro legal (Código Direito Civil), em constante atualização, como se verifica nas sociedades contemporâneas. O seu fim último visa constituir livremente um agregado familiar, célula basilar da comunidade nacional. O qu…

Hiroshima, meu amor…

Imagem
Há 72 anos, os únicos que o podiam fazer não hesitaram em lançar uma bomba nuclear sobre a população indefesa da cidade mártir.

Hoje, quando tantos têm condições para repetir o horror, não falta quem anseie por repetir a tragédia, com um poder destruidor incomparavelmente maior.

A luta pela eliminação das armas nucleares não é um objetivo ideológico, é uma condição de sobrevivência para o planeta de todos nós.

Só uma opinião publica mundial esclarecida e o ativismo político podem evitar que um louco ponha fim à vida na Terra, democraticamente eleito ou não, porque as eleições escrutinam pessoas, mas não filtram taras. E o bom-senso dos eleitores já teve melhores dias!

É inadiável impedir que se repita a tragédia de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, alargada agora à escala planetária.

Não há só gaivotas em terra...

Imagem
Há 51 anos a inauguração da ponte, que hoje se chama «25 de Abril», tinha como atração as rendas e as vestes talares que o Portugal de Abril não conseguiu erradicar das cerimónias laicas e republicanas.

Islamofobia a sério

Imagem

Era assim a ditadura...

Imagem
Para quem não viveu no regime fascista, há memórias que apenas provocam um sorriso.

Para quem sofreu o regime de partido único, perseguições, censura, prisões e tortura, há um arrepio em cada imagem, uma náusea em todas as recordações e a necessidade de as denunciar para que não se repitam.

Maria Luís e a destruição do grupo GES/BES

Imagem
Fez ontem três anos que o Banco Espírito Santo entrou em processo de liquidação, dois anos depois da aplicação da medida de resolução ao terceiro maior banco português.

Foi uma medida política, na plena legitimidade de um governo que tinha o apoio da AR e a fidelidade do PR. Não terá sido a melhor decisão pois, ao contrário do que afirmou ontem Maria Luís, com arrogante descaramento, não se tratava de dar milhões de euros a Ricardo Salgado, mas de assumir o controlo do BES e do grupo de grande relevo para a economia nacional. Falta julgar a decisão da ministra e do funesto Governo.

Contrariamente à solidez que Cavaco garantiu ao País, do alto da sua alegada sabedoria, o que levou muitos pequenos investidores à ruina, o BES era um banco estratégico para o país, mas falido.

Ricardo Salgado era o banqueiro do bloco central em cuja vivenda se urdiu a candidatura de Cavaco Silva ao primeiro mandato de PR. Cabe aos Tribunais o julgamento de Ricardo Salgado e aos eleitores o da solução ruin…

Salazar e a cadeira da nossa esperança – Aconteceu há 49 anos

Imagem
Não falo das duas cadeiras que a oposição dizia faltarem-lhe, a elétrica e a que lhe devia ter rachado a cabeça, antes de mandar assassinar adversários políticos e dirigentes dos movimentos de libertação das colónias, que os nostálgicos ainda referem como ‘o nosso ultramar infelizmente perdido’.

Refiro-me à cadeira que o caruncho laboriosamente minou ao longo dos anos, sem que a Pide suspeitasse, e que, na sua aparente robustez, estava patrioticamente escavada pelo inseto que ofereceu ao país o dia que a oposição falhou durante 4 décadas.

Foi há 49 anos. No dia 3 de agosto de 1968 o calista Augusto Hilário preparava-se para tratar dos pés e cuidar das unhas do infame ditador, aquelas unhas perversas que cravou na liberdade de um povo e na carne dos democratas.

O caruncho poupou ao calista o tratamento dos pés do ditador porque, há muito, cuidava dos pés da cadeira com a eficiência da sua condição e a devoção de um patriota, e assim continuou enquanto Hilário e D. Maria lhe ergueram o…

Venezuela e os países a sul dos EUA

Imagem
É preciso andar muito distraído para ignorar as forças que procuram derrubar os regimes progressistas, sufragados em eleições livres, na América do Sul ou Central. É a tradição, que levou um político a desabafar que estavam longe de Deus e perto dos EUA.

O que se passa no Brasil, sem ignorar os altos níveis de corrupção entre políticos, e sem garantias de que não exista entre magistrados, deve merecer uma séria reflexão quanto às perseguições dirigidas a líderes progressistas. Quando se destituiu a presidente da República, sem qualquer acusação de corrupção, e se entregou o poder a um corrupto provado, que a traiu, é preciso refletir e desconfiar.

É inadmissível que os juízes capturem o poder político brasileiro, onde não há provas de que estejam ao abrigo da corrupção que lhes serviu de pretexto para o assalto ao poder político, a glória mediática e a chantagem sobre a democracia.

Sendo perigosa a previsível ditadura dos juízes brasileiros não o é menos a do governo da Venezuela que…

A Arábia Saudita é aliada das democracias

Imagem

A entrevista do PR ao DN

A entrevista de domingo (20 páginas, incluindo a capa com a foto) é uma conversa entre o jornalista Paulo Baldaia e o PR, uma longa conversa onde Marcelo diz o que dele se espera, e aproveita, bem, para reforçar a imagem de proximidade com os portugueses.

Marcelo não me desiludiu. Só desiludiu, aliás, os que esperavam que ele fosse o Cavaco da esquerda, o amanuense do PS, entusiasta da solução governativa que o BE, o PCP e o PEV viabilizaram patrioticamente na AR. Quem leu a entrevista, só por ingenuidade, ou má fé, acreditaria que renunciasse ao passado e à matriz conservadora que o moldou.

Os que não lhe perdoam a cultura, a inteligência e o sentido de Estado que o homem de direita tem protagonizado, há muito que não o suportam. A direita que é agora oposição, a direita dos interesses e dos negócios, nunca o reconheceu como seu. Apenas lhe deu o voto por falta de alternativa.

Surpreendente é ver gente de esquerda a querer que fosse o que não é, e que se tornasse o candidato em quem …

Notas soltas – julho/2017

Pena de morte – No 150.º aniversário da “Carta de Lei da Abolição da Pena de Morte”, (Lei de 1 de julho de 1867), urge recordar que Portugal foi o Estado pioneiro da Europa na humanização penal que é hoje paradigma da UE.
Simone Veil – Faleceu a sobrevivente de Auschwitz, n.º 78561. A primeira presidente eleita do Parlamento Europeu e ministra que fez aprovar uma lei de despenalização do aborto no primeiro país de maioria católica [França], é uma enorme referência da UE.
Catar – O ultimato da Arábia Saudita, Emiratos Árabes Unidos, Egito e Bahrein não o submeteu. Os interesses geoestratégicos do país, que também financia o terrorismo wahabita, levaram-no a preferir, à submissão aos sauditas, a aliança à Síria e Turquia.
Catalunha – A aspiração de numerosos catalães à independência suscita a oposição de muitos outros, pelo perigo de desagregação de Espanha e efeito dominó na Europa. A aventura catalã seria um rastilho para a explosão de nacionalismos à escala europeia.
Turquia – A prisão …

Naquele tempo... (Crónica)

Naquele tempo, Deus não era ainda o mito. Era apenas mitómano, a gabar-se de ter feito o Mundo em 6 dias, quatro mil e quatro anos antes da era vulgar, nem mais, nem menos, e descansado ao sétimo.

Era um celibatário inveterado que inadvertidamente criara Adão e Eva no Paraíso, onde matava o ócio na olaria. Fez o homem à sua imagem e semelhança e a mulher a partir de uma costela do homem.

Mandou que se afastassem da árvore do conhecimento, ordem que Eva logo desprezou, tentada por um demónio que por lá andava. O senhor Deus logo os expulsou do Paraíso, recriminando a malvada e condoído do tonto que se deixou tentar.

Entretanto, na Terra, local de exílio, o primeiro e único casal logo descobriu um novo e divertido método de reprodução que amofinou o Senhor e multiplicou a espécie.

Deus era bastante sedentário, mas as queixas que lhe chegaram pelos anjos, um exército de alcoviteiros hierarquizados, decidiram-no a deslocar-se ao Monte Sinai onde ditou a Moisés as suas vontades. Ensandecid…

Silly season

Manter um blogue atualizado não é tarefa fácil para tão poucos colaboradores. É mais difícil do que ter leitores.

Há anos que procuramos fazer deste espaço um ponto de encontro de amigos e críticos, firmes na defesa de valores e intransigentes na defesa da democracia. É um espaço de seriedade sem excessos.

Ontem, para quebrar a monotonia de um espaço que ameaça tornar-se demasiado sério, sem resvalar para a frivolidade, resolvi publicar uma série imagens, cuja autenticidade não garanto, e que certamente divertiram os leitores. Foi uma viagem de Picha a Coina, através de vários cartazes da propaganda autárquica.

Obrigado aos leitores que acompanharam o Ponte Europa nessa divertida viagem.

Se non è vero, è ben trovato

Imagem
Uma viagem eleitoral através dos cartazes, de Picha a Coina, sem garantia de autenticidade.







A frase do dia...

Imagem
"I'm not Steve Bannon, I'm not trying to suck my own cock... I'm not trying to build my own brand off the fucking strength of the President. I'm here to serve the country" link. ‘Elevadas’ afirmações proferidas hoje pelo novo spokesman de Donald Trump na Casa Branca  — Anthony Scaramucci. 

A direita PSD-PC-ml*/CDS-AC** e a camuflada

A direita truculenta e jurássica que explorou a tragédia, a dor e o luto de Pedrógão e que inventou suicídios (plural) através do mórbido desejo do seu candidato à Câmara, sob o rótulo de provedor da Misericórdia, mentira que Passos Coelho logo atribuiu à falta de assistência psicológica do Governo, é a que inventa listas de mortos com nomes falsos e repetidos e que, em cada casa que arde ou povoação ameaçada, deseja tirar das brasas os votos que lhe faltam para ser Governo.

A direita de matriz salazarista é a que faz ultimatos ao Governo para que viole o segredo de justiça e interfira na independência do Ministério Público para, depois de divulgada a lista de vítimas, ver o novo líder da bancada do PSD sair tosquiado por ter ido em busca de lã, e Assunção Cristas, em apneia, com a moção de censura atravessada na goela.

É essa a direita que o PR, um político da direita civilizada, censura hoje na entrevista ao DN e a que Lobo Xavier (CDS) condena o delírio, na “Quadratura do Círculo”,…

Hugo Soares e o meteórico trânsito de leão a sendeiro…

Imagem
Pode-se discutir a pertinência de colocar a lista dos falecidos no incêndio de Pedrogão Grande abrangida pelo segredo de justiça. Trata-se de uma quezília jurídica que a prática internacional vem questionar mas cada País tem as suas regras. Nunca teve grande aceitação a substituição de nomes por números. Foi, em determinada altura, um 'vício de caserna' mas seria de esperar que tivesse caído em desuso. Exceto, claro está, nas manipulações estatísticas que nos encharcam de números e levam a 'boutades' – como as que ouvimos no tempo de Passos Coelho – do tipo: ” a vida das pessoas não está melhor, mas a do País está muito melhor”! link. Os circunstancialismos que rodeiam as perdas de vidas humanas nessa fatídica noite do incendio de Pedrogão Grande estão em fase de investigação como a gravidade dos acontecimentos e a Lei determinam, mas o luto nacional dura e perdura desde os primeiros momentos da sinistra ocorrência. É pouco saudável fazer luto sobre abstrações numéric…

As catequistas e os frades (Crónica)

A Ti Ricardina e a sua sobrinha Aurora eras as duas únicas catequistas da aldeia. Apesar de analfabetas tinham alvará para ensinar a doutrina da única religião verdadeira. Eram celibatárias e devotadas à propagação da fé. Sabiam de cor e lecionavam as orações e os castigos que o seu Deus reservava aos pecadores.

O pároco exercia o múnus em Casal de Cinza, Carpinteiro e Vila Garcia, mas residia na primeira paróquia, a que dispunha de “casa do padre”. Só aos domingos e Dias Santos de Guarda ia pontualmente a Vila Garcia dizer a santa missa e, em outros dias, quando necessário, para levar o viático a um moribundo, celebrar missas de corpo presente ou fazer funerais. Confissões avulsas, batizados e casamentos eram ocorrências dominicais.

Só ia ao sábado para desobrigas coletivas, com outro padre e hora marcada, para aliviar os pecados e aviar os pecadores que esperavam o perdão, após confissão bem feita, reza do ato de contrição e absolvição, que exigia ainda o cumprimento da penitência. …

A ânsia do poder e o oportunismo mórbido

Imagem
Quando se procura o poder, sem um projeto mobilizador, um programa para sufragar ou uma simples ideia construtiva, esperando que caia nos braços do clube que se frequenta, fomenta-se a decadência ética dos partidos e a erosão do regime.

Ver a Dr.ª Assunção Cristas a acusar o PM de falta de sentido de Estado, logo ela que assinou, sem pensar, a resolução do BES, lembra os comentadores das redes sociais a criticarem Saramago com a mais despudorada prevaricação na ortografia e na sintaxe.

Analisar as redes de intriga que este PSD fabricou para lançar o medo e a suspeição no Estado, que Passos Coelho ensaiou de forma canhestra com o suicídio inventado pelo provedor da Misericórdia, candidato do PSD à Câmara de Pedrógão, temos a fotografia dos apoiantes da atual direção, impacientes por mortes, para saciarem a voracidade.

Assistir ao patético ultimato do líder parlamentar do PSD, na sua colossal ignorância, a exigir ao Governo a lista de mortos sob sigilo judicial, é não perceber o funcion…