A Coreia do Norte e os EUA

Kim Jong-un, o último membro de uma dinastia dita comunista, entrou em incontrolável delírio megalómano e, depois de provocar os países vizinhos com o lançamento de uma dúzia de mísseis, ameaçou os EUA com um ataque termonuclear preventivo, “uma lição implacável”. Por sua vez, o imprevisível presidente da maior potência mundial, Donald Trump, respondeu-lhe que levará à Coreia do Norte “uma fúria e um fogo jamais visto no mundo”. Depois da mãe de todas as batalhas temos os pais da próxima guerra.

Estão bem, um para o outro; mal, para os dois países; e pessimamente, para o mundo. A escalada de violência verbal entre indivíduos de duvidosa sanidade mental e equilíbrio comportamental, deixa o mundo à beira de um ataque de nervos.

Entretanto, mais frios e não menos perigosos, os líderes da China e da Rússia reservam-se para vários cenários e preparam as peças do xadrez geoestratégico que pode definir a futura correlação mundial de forças se o Planeta sobreviver à demência de quem manda e ao poder destruidor dos arsenais que nunca deviam ter existido.

O mundo está cada vez mais perigoso e menos previsível. A brutalidade de quem decide só é comparável ao terror que podem provocar. E não nos resta, como no passado, poder escolher a trincheira. Deixou de haver bons e maus, só há péssimos.

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