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A mostrar mensagens de 2018

António Arnaut - Falecimento

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A morte, esperada, não surpreendeu, mas a ausência de quem marcou várias gerações será sentida em muitas outras.

São supérfluos os elogios a quem foi e permanecerá uma referência intelectual, cívica e ética.

Um dos fundadores do PS, antifascista de sempre, humanista e homem de cultura, deixa o seu nome ligado à mais emblemática das conquistas de Abril – o SNS, mas o cidadão exemplar foi também Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, advogado, escritor, conferencista e um pedagogo da democracia e do livre-pensamento.

Faleceu um republicano, laico e democrata. Não mais fruiremos a companhia afável de quem defendia com entusiasmo as suas convicções, firmes, e mantinha enorme respeito pelos adversários.

Fica o seu exemplo cívico e a obrigação de perpetuarmos os valores por que se bateu, os ideais que foram seus e fazermos nossa a luta que travou pelo SNS, a democracia e a liberdade.

Faleceu um Homem.

Humor

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O Estado Islâmico já manifestou a sua satisfação pela derrota do Sporting.

Não admite que um clube que joga em Al-valade e Al-cochete tenha Jesus como treinador.

Anda o mundo doido, cá dentro e lá fora!

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Assunção Cristas chegou a líder do CDS, partido amigo da UNITA, racista e tribal, que a guerra fria alimentou, e foi recebida pelo MPLA, de João Lourenço, na sequência das aulas que serviram de pretexto à viagem ao país que enjeito. Foi um abraço póstumo do MPLA a Savimbi.

A PGR ignora os autarcas do PSD, Agostinho Branquinho, Valentim Loureiro, Virgílio Macedo, Hermínio Loureiro, Luís Filipe Meneses e Marco António, alegados autores do desvio de muitos milhões de euros municipais, revelados pela revista Visão, e é constituído arguido Manuel Pinho, para acabar despronunciado, não por capricho do juiz, mas por o MP se ter esquecido de o ouvir e de lhe comunicar os crimes de que era suspeito.

Julgado foi o reitor da Universidade Fernando Pessoa, sempre à porta fechada, para não lhe denegrir a imagem, e condenado por comprovado desvio, superior a 2,19 milhões de euros, para si e familiares. Foi condenado a 1 ano e 3 meses de prisão, pena suspensa, e à devolução da importância, apenas a …

Harry e Meghan: o ilusionismo da nobreza?

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A realeza ainda estrebucha no Velho Continente. Os casamentos reais sucedem-se com pompa e circunstância. Pior, desencadeando manifestações de euforia e ‘encantamento’ entre as plebeias populações. Ninguém conhece a verdadeira expressão desta adesão cujos contornos estão pejados de adereços alienantes.
O casamento de Harry e Meghan é o exemplo mais recente. Mas esta esplendorosa alienação não aparece sem, à mistura, surgirem percalços alarmantes aparentemente abafados pelo ‘barulho das luzes’.
O primeiro sintoma de que algo de errado estaria a ocorrer trata-se da epidérmica reação de matriz anglo-saxónica à origem étnica da noiva. Muita tinta correu sobre a sua filogenia rácica que se entronca numa miscelânea muito comum nos EUA. Os sibilinos relatos de escândalos e as perversas investigações sobre a família de Meghan – que contaram com a colaboração da parte desavinda dos parentes da noiva - revelam algo que tem sido uma constante, permanentemente disfarçada, da realeza europeia (…

A solidão e a fé

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A solidão é o cimento que cola o abandonado à fé, torna o proscrito crente, faz beata a pessoa e transforma cidadãos em trapos.

A religião é o colchão que serve de cama ao desamparado, o mito que penetra os poros do desespero, o embuste a que se agarra o náufrago. É o vácuo a preencher o vazio, o nada que se acrescenta ao zero.

O clérigo está para a família como o álcool para o corpo. Primeiro estranha-se, depois entranha-se e finalmente domina.

A religião é o cancro que cresce com as pessoas e morre com elas. Cria metástases e atinge órgãos vitais. Mas é dos joelhos que se serve, esfolando-os, da coluna vertebral, dobrando-a, e do cérebro, atrofiando-o.

A religião busca o sofrimento e condena o prazer. Preza o mito e esquece a realidade.

Um crente faz o bem por interesse e o mal por obrigação. É generoso para agradar a Deus e perverso para o acalmar. Dá esmola para contentar o divino e abate um inimigo para ganhar o Paraíso.

A religião vive da tradição e medo da morte. Começa por um…

Lembra-se, leitores?

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Lembram-se de quando António Costa foi eleito secretário-geral do PS e de quando formou Governo?

Lembram-se da revolta da Mealhada onde Francisco Assis, a espumar de raiva contra o PS, apoiado na AR pelo BE, PCP e PEV, quis criar uma vaga de fundo e conseguiu uma vaga de fumo de um restaurante, vindo da cozinha para meia dúzia de apaniguados, que se substituíram às centenas de militantes esperados?

Lembram-se de Cavaco a ameaçar os portugueses e a denunciar, com os seus grunhidos, aos parceiros europeus de Portugal, o rumo inaceitável de um governo que o salazarista não suportava? Recordam-se do ora Doutor Passos Coelho a implorar a vinda do Diabo e da D. Maria Luís, a fingir de especialista de Finanças, a negociar as informações com um fundo abutre inglês, enquanto o Dr. Portas embarcava no submarino dos interesses?

Que tempos! As televisões prescindiram dos avençados do PSD para ouvirem Francisco Assis, trocaram António Barreto por Assis, José Manuel Fernandes por Assis, Henrique M…

Multinacionais da fé

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Mais inteligente és tu, mas mais força tenho eu.

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Não me venham com esses argumentos…

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Estou farto de que me rebatam com as agressões imperialistas a países islâmicos, com o saque de que são vítimas, as malfeitorias dos EUA e de Israel, a cumplicidade europeia e muito mais, para tolerar uma ideologia totalitária e criminosa – o Islão político.

Tenho denunciado esses crimes, mas não os aceito como argumentos para um cómodo silêncio sobre o mais implacável dos monoteísmos e a sua demencial fúria prosélita.

Aliás, gosto da Constituição dos EUA e em Israel aprecio a igualdade de género que não existe em nenhuma outra teocracia, seja o Vaticano, a teocracia monástica ortodoxa do Monte Athos e as islâmicas e não preciso de censurar tais países para denunciar o perigo muçulmano.

Exijo a todas os devotos o respeito pela laicidade. Sei da História o suficiente para ter o dever de combater a influência das religiões nos aparelhos de Estado, num regresso em que o oportunismo dos políticos europeus trai a laicidade e compromete a democracia.

Há um maniqueísmo intolerável que leva …

A importância relativa

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Que interessam os massacres de palestinianos, os atentados terroristas que muçulmanos levam a cabo por uma assoalhada no Paraíso, o preço do petróleo, as manobras militares americanas com a Coreia do Sul na véspera de uma tentativa de paz com a Coreia do Norte, o preço do petróleo, multidões em fuga da guerra, os mortos do Mediterrâneo e as tragédias que encaminham o Mundo para uma guerra que pode ser a última?

Que importa o aquecimento global a quem tem a esperança de vida de uma década, ou a hecatombe nuclear a quem já está morto por dentro e é incapaz de uma reflexão ou de um ato de generosidade?

O lucro imediato e individual é superior ao ganho coletivo e a longo prazo. O poder é o afrodisíaco que é preciso fruir sem olhar a vítimas. Não interessa que, no futuro, falte a água, o oxigénio, o ozono, o espaço vital, o emprego e a segurança aos netos, se os avós e, talvez, os pais, puderem ainda consumir sem regra em algumas regiões do planeta.

Renuncie-se ao que é de todos para que …

A força da imagem

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Um desenho publicado em http://www.publico.es/ que dispensa palavras

O PSD não lhe perdoa

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Rio diz que o país precisa de "governantes sérios".
É preciso nascer duas vezes para ter mais convicção do que o seu remoto antecessor na liderança do PSD.

Desabafo

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Enquanto em Jerusalém se semeia o ódio e se inviabiliza o futuro de dois Estados, com a solidariedade  indigna de 4 países da União Europeia, sinto-me palestiniano.

Esta é a terceira vaga de uma escalada onde o capitalismo perdeu o rosto humano que a social-democracia lhe conferia e se prepara para o mundo unipolar que o pior presidente dos EUA impõe com a excitação de quem é indiferente ao dilúvio, que virá depois dele, e à devastação do Planeta que promove e a que é indiferente.

Primeiro apareceram Ronald Reagan, Margaret Thatcher e João Paulo II; depois vieram George W. Bush, Blair e Aznar; agora chegaram Donald Trump, Benjamin Netanyahu e vários satélites de extrema-direita.

O mundo está cada vez mais perigoso. E com mais desalmados dirigentes. As profecias só se cumprem à força.

O regresso de jihadistas a Portugal

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O diretor dos serviços secretos britânicos MI5, Andrew Parker, afirmou ontem que o grupo radical Estado Islâmico pretende provocar ataques ‘devastadores’ na Europa, um aviso mais a juntar ao rasto de sangue que o fascismo islâmico, regular e metodicamente tem levado a efeito.

É inquietante o anunciado regresso a Portugal de uma população que o Corão intoxicou e o horror da guerra há de ter refinado. Refiro os jihadistas, a quem se extinguiu o sonho do califado ou, apenas, o consideram adiado, regressados da Síria e do Iraque.

O regresso de mulheres e crianças, vítimas de um ambiente de proselitismo, terrorismo e oração, exige especiais cuidados, pelas ligações sentimentais e religiosas a trogloditas que a fé ensandeceu e a guerra empederniu, ressentidas com a falta de apoio do Profeta e a supremacia dos infiéis.

Sem medidas securitárias que impeçam a continuação da doutrinação e proselitismo, ao mesmo tempo que se promova a integração dos que não cometeram crimes e julgamento dos que…

BRASIL: o fatídico 'Memorandum'...

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A libertação (parcial) do sigilo de Estado de um documento da CIA classificado acabou por revelar-se um fatídico Memorandum sobre os crimes cometidos pela ditadura militar no Brasil link.  A sua leitura é 'obrigatória' para perceber as recentes evoluções da política brasileira. Na verdade, no mesmo documento, incrimina-se 3 generais que exerceram sequencialmente o mais alto cargo politico brasileiro: Ernesto Geisel, o antecessor Emílio Garrastuzu Médici e o sucessor João Baptista Figueiredo. Trata-se da confirmação (documental) daquilo que há muito tempo os democratas brasileiros têm afirmado sobre as dramáticas condições de violência que caracterizaram esses ‘anos de chumbo’. Mais uma vez, e à posteriori, verifica-se a oportunidade política e informativa da ‘Comissão da Verdade’ que, em 2012, o governo da ex-presidente Dilma Rousseff , levou a efeito sobre um período alargado de violência que não se confina à ditadura militar. Na verdade, para além da ditadura militar (196…

13 de maio de 2010

Há 8 anos em Coimbra

Colóquio – Coimbra

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) comunica o seu programa cívico e cultural, a realizar em Coimbra, no próximo dia 13 de Maio, para o qual convida a população e a comunicação social.

Quinta-Feira, 13 de Maio 2010
Colóquio: Ateísmo, Laicidade e Clericalismo em Portugal

14H00 – Tema: «A laicidade e o “Estado” do Vaticano»
Ricardo Alves

15H 00 – Tema: Saber sobre deuses e crer em Deus
Onofre Varela

16H00 – Tema: Ateísmo, laicidade e visita papal
Carlos Esperança

Local: Auditório da Fundação INATEL

Agência de Coimbra – Rua Dr. António Granjo, 6 (Junto à Estação Nova)

Momento de Poesia

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Maio 68...

Foi o Maio da esperança, em França, delírio épico de uma revolução romântica a cantar os hinos de todas as rebeldias, e a fazer crescer o sonho contra o desencanto. … Inspirou Portugal, na Revolução dos Cravos, que rompeu as trevas numa manhã de Abril. … Era um mundo velho, decrépito, que morria Era um mundo novo, de sonhos, que nascia…
Alexandre de Castro
Lisboa, Janeiro de 2018

Previsões meteorológicas a baixo custo

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Marcelo e o PR

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Há entre Marcelo Rebelo de Sousa e o PR um insanável conflito de interesses. O comunicador afável, não se conformando a fazer apenas comendadores, comentários e transfusões de afetos, corre o risco de ficar o que disse de Balsemão, no Expresso, se, acaso, não está já.

O comentador bem pago de um canal televisivo acabou por ser comentador pro bono de todos os canais, jornais e emissoras, a todas as horas, em qualquer local, sobre todos os assuntos. Com alma de Perón, sem Evita, acaba pároco de aldeia a ouvir em confissão a horda de paroquianos que prefere o reverendo abade ao psicólogo.

Na incontinência verbal que nutre afetos e corrói a reputação, o PR veste-se de Marcelo disparata. Ao referir-se a dois irmãos cantantes, de êxito internacional, qualificou-os de “embaixadores mais qualificados e mais eficientes do que a generalidade da nossa diplomacia” o que levou à carta de repúdio, pela comparação, da Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses (ASDP).

Há, de facto, um tal nível…

Escândalos à medida das necessidades

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À medida que os sucessos no campo económico e no emprego se acumulam, esta direita mobiliza todos os ratos do seu esgoto para a orquestração concertada contra o governo, a que não perdoa o apoio parlamentar do BE, PCP e PEV cuja exclusão governamental julgava legítima e definitiva.

Compreende-se a raiva e uma espécie de ressurreição do ELP e do MDLP, agora com as bombas e assassinatos ausentes. Cerca-se o governo com escândalos políticos, reais ou imaginários, reservados há muito para ocultar os seus e denegrir os resultados nos juros de empréstimos, na criação de emprego, na melhoria da média das remunerações, na confiança internacional e na estabilização da banca.

Hoje, em vez de se lançar uma bomba a uma sede do PCP, dispara-se a suspeição de um lugar num desafio de futebol a um ministro; em vez de se matar um padre de esquerda, divulga-se o vídeo do interrogatório a um arguido da área adversária; por cada notícia benéfica solta-se um primata de Poiares a mandar calar o chefe da P…

Donald Trump, o empreiteiro que rompe acordos

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Há três razões a impedir a designação de besta perfeita ao presidente do EUA. A primeira é o respeito que merece a função e o país, a segunda é o simples dever de educação e, finalmente, saber que ninguém é perfeito.

É enorme a perplexidade perante o mais poderoso líder mundial, capaz de pôr em causa todos os compromissos assumidos pelo seu país, desde a normalização das relações com Cuba até ao acordo sobre o clima e, agora, o difícil e auspicioso acordo obtido sobre a desnuclearização do Irão.

O Irão, com a própria e difícil anuência dos aiatolas, submeteu-se ao acordo unânime dos cinco membros do Conselho de Segurança da ONU (P5), China, França, Rússia, Reino Unido e os EUA, assinando a desistência do programa nuclear estruturado, em curso, altamente perigoso numa região fortemente instável.

O desmantelamento do programa, em fase avançada, monitorizado pela Agência Internacional de Energia Atómica, sob cuja vigilância se mantém, foi escrupulosamente respeitado pelo Irão, como aind…

Queima das fitas_ Coimbra 2018

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Meditação  Ecologia e reflexão  Pode o boi ser mais inteligente, mas são mais fortes os doutores.

O ateísmo e as crenças

Compreende-se a hostilidade dos crentes ao ateísmo, mas é difícil aceitá-la contra os ateus, tal como é intolerável que os ateus visem, em vez das crenças, os crentes, sabendo que estes são as primeiras vítimas.
As acusações mais comuns dos crentes aos ateus, salvo os do islamismo, que pensam logo na decapitação, são três, todas no sentido de fazerem a catarse freudiana dos medos, dúvidas e terrores do inferno que povoam as suas mentes:

1 – A presumida superioridade moral e intelectual ateia, sem que exista ou seja referida.

2 – A referência reiterada a facínoras ateus, Stalin, Mao, Pol Pot e outros, omitindo o cristão Hitler que em «A minha Luta» citava o Génesis deliciado com a violência de Cristo a agredir os Fariseus, referência que procura confundir, e absolver os bispos cristãos, católicos e luteranos, da cumplicidade nazi/fascista.

3 – A afirmação de que há, entre os cristãos, pessoas boas, generosas e beneméritas, como se algum dia os ateus tivessem duvidado ou deixado de admi…

A vitória sobre o nazi/fascismo – 73.º aniversário

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A 8 de maio de 1945 a Alemanha capitulou perante os aliados ocidentais, após a gorada tentativa do Alto Comando alemão para negociar a paz com os ocidentais. Foi o dia em que os nazis, antecipando em 1 dia a rendição à URSS, se renderam em Berlim, quando 1 milhão de pessoas festejou em Londres o fim da II Guerra Mundial, com a paz a voltar à Europa, destroçada, ferida e ensanguentada, ainda a preceder a rendição do Japão.

Na euforia da vitória e na cumplicidade de vários países vencedores, puderam continuar vivos e impunes os dois regimes fascistas da Península Ibérica, Espanha e Portugal.

Há 73 anos findou o mais cruel e demente plano genocida da História. Hoje, esquecidos a data, o pesadelo, o racismo, a xenofobia e os milhões de vítimas, parecem renascer os demónios totalitários que originaram a maior tragédia do século XX e já se pressente, na deriva neoliberal, na sedução da extrema-direita, até em episódios antissemitas, a trágica repetição das circunstâncias que conduziram à d…

Emmanuel Macron e a indisfarçável máscara de Direita…

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O movimento ‘La France Insoumisse’ desencadeou um período de contestação ao Governo de Macron sob o lema ‘faire la fête à Macron’ link. Emmanuel Macron constitui mais um exemplo das cíclicas esparelas que são apresentadas aos eleitores. Sob um lema pretensamente centrista que foi pacientemente armado contra os partidos institucionais, em primeiro lugar visando o PSF (que aceitou servir sob a presidência de Hollande) mas também indo pescar aos domínios ditos Republicanos (de Direita), o movimento ‘La France en Marche’, comandado por Macron, apresentou-se aos franceses e francesas como ‘ni de droite, ni de gauche’ link. Um crónico disfarce para esconder opções políticas de Direita. Hoje, a maioria dos franceses já reconhece a política de Direita implementada a partir o Eliseu por Macron. O ‘pacote de reformas’ - laborais (ferroviários), acesso ao ensino superior, emigração, etc. - encaixa-se plenamente nas políticas neoliberais que a Direita tradicional (gaulista ou não) sempre desejo…

Corrupção, ideologia e ética

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A corrupção é suscetível de atravessar todo o espetro partidário, mas a sua incidência é mais marcada em partidos que ocupam o poder, dependendo a perceção da liberdade de informação, que só os regimes pluripartidários consentem, enquanto a ética assume um carácter mais pessoal, havendo, em qualquer partido, pessoas impolutas e venais.

As necessidades de financiamento partidário e a proximidade dos grupos económicos, com porta giratória entre os governos e as empresas, promovem a corrupção, enquanto a perceção depende da comunicação social e, sobretudo, dos interesses que ela defende.

O poder judicial devia ser o garante da investigação imparcial e do julgamento isento de todos os crimes, sem prejuízo do julgamento político que cabe à AR e aos cidadãos, mas a promiscuidade que parece haver entre alguns agentes e a comunicação social tem sido motivo de preocupação com a eventual politização da Justiça.

O que não se pode aceitar é a colossal campanha de intoxicação desta direita, que d…

Moçambique – A morte do líder da RENAMO

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A morte de Afonso Dhlakama, por doença, pode ter acontecido num momento em que fosse útil para a pacificação do País, mas o passado de quem nunca abdicou de ter um exército privado, apesar da significativa representação parlamentar, não dava garantias de pacificação a Moçambique.

O líder da Renamo queixou-se sempre da falta de transparência das eleições, no que era natural ter razão, mas o apoio do regime racista da Rodésia à fundação do partido e que o levou a sair da Frelimo, a que aderira, após a independência, era uma nódoa indelével do movimento terrorista que chefiou.

Dhlakama era o típico líder tribal, filho de um régulo, que não aceitava perder eleições. Em 1994, concorreu às primeiras eleições presidenciais de Moçambique, mas só obteve 33,7 % dos votos, contra 53,3 de Chissano. Em 1999 realizaram-se novas eleições presidenciais e de novo Dhlakama perdeu para Chissano, então com o líder da Renamo a somar 47,71 % e o da Frelimo 52,29%. Aliás, em Moçambique, parece ter funciona…

Dívidas da SAD: entre o abolicionismo dos deveres, o relaxe bancário e a trasfega indirecta para o domínio público…

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A notícia de que a banca perdoou (parte) da dívida ao Sporting Club de Portugal através de uma reestruturação bancária (que muitos recusam à divida pública) causou indignação ao País nomeadamente no sector bancário link e levou à intervenção da CMVM link . Esta situação conduziu à elaboração de uma petição pública link para repor uma uniformidade  e universalidade não discriminatória nos critérios, fundamentos e avaliações com que o sector financeiro lida com os putativos clientes (sejam singulares ou coletivos). A dívida diz respeito à SAD do Sporting, isto é, a uma sociedade anónima desportiva criada à medida dos interesses dos negócios do futebol e não se compreende este tratamento diferencial outorgado pelo sector bancário face à grande maioria das empresas legalmente constituídas e detidas por acionistas. Os portugueses julgam que a SAD leonina tem ativos suficientes (bens imobiliários e passes de jogadores) para responder pela dívida acumulada. O incumprimento por parte da S…

A criatividade política e a mentira ao serviço da guerra

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Depois das armas químicas que Bush, Blair, Aznar e Barroso atribuíram a Saddam, para fundamentar uma invasão previamente preparada, justificava-se um módico de decência e precaução nas afirmações sem provas, capazes de aumentar as tensões internacionais e desencadearem uma guerra a nível global.

A destruição do Iraque e a substituição de uma ditadura laica por uma anarquia tutelada foi o resultado catastrófico da intolerável aventura, e o início da trágica instabilidade do Médio Oriente e ondas de choque noutras latitudes. As infelizes primaveras árabes logo se converteram no inverno do descontentamento global e na destruição dos países onde eclodiram.

Os nacionalismos que renascem e o proselitismo piedoso bastavam para tornar o mundo um local inseguro e insalubre, e não faltam dirigentes políticos de países poderosos para atear novos fogos e espevitar os que estão em curso.

O Reino Unido reincidiu na descoberta de armas químicas, com a Sr.ª May desorientada com o Brexit. A oportuna …

A sagacidade de um analista ou a desfaçatez do moço de recados?

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A deterioração da minha relação com os canais televisivos nacionais faz-me perder bons programas e informação útil, mas facilita a sanidade e equilíbrio emocional que a idade aconselha.

Prefiro ler jornais e notícias online, certo de que saberei o que comentadores avençados debitam, em especial Marques Mendes, na síntese suculenta de encomendas e intrigas.

Na última homilia, além de esclarecer o discurso do 25 de Abril do PR, tarefa em que é o único com alvará de Belém, referiu o caso do ex-ministro que continuaria a receber, no Governo, o ordenado da empresa em que trabalhara, o BES. É tão grave a corrupção, que escusava explicações, e excedeu-se o propagandista, “porque o seu comportamento, a ser verdade, é um duro golpe na credibilidade de toda a classe política”, não se vendo em que medida a gravíssima conduta referida possa afetar a reputação do PR, PM e do próprio Mendes, por exemplo, ou de Rio, Jerónimo e Catarina, todos da classe política.

Não se indigna MM mais do que qualqu…

A mentira das religiões

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Quando Deus ordenou a Abraão para lhe sacrificar o filho, o estúpido preparava-se para obedecer ao monstro que trazia em si. Valeu a Isaac que o pai, demente e subserviente a Deus, acabou por vê-lo substituído por outro animal que a cegueira mística projetou no altar do sacrifício.
É desse tresloucado que as religiões do livro se reclamam herdeiras, do louco capaz de imolar o filho por uma ilusão, disposto a derramar o sangue do inocente para obedecer à vontade de um patife imaginário.
Foi o Deus que, no Monte Sinai, havia de obrigar Moisés a descalçar-se antes de revelar a sua vontade e lhe ditar o futuro da humanidade, em data cuja falsificação é hoje uma evidência, e sentenças que só os doidos acolheriam. Mas o negócio à volta dos livrinhos sagrados originou falsificações ainda mais toscas e a perpetuação do deus abraâmico.
No fim de cada ano, em Meca, mais de três milhões de intoxicados pelo Corão prestam vassalagem a Maomé, um rude pastor de camelos que acreditava falar com Deus…

Viva o 1.º de Maio!

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Por mais que a sociedade de consumo se aproprie da festa e a esvazie do seu conteúdo, a data será sempre a da festa dos trabalhadores, no simbolismo da luta pelos seus direitos e na lembrança dos mártires que por eles lutaram.

Não podemos, no ritual de uma comemoração, esquecer os milhões de desempregados e a multidão de vítimas da escravatura, as desigualdades de género perante a remuneração e o acesso ao trabalho, os desafios que a explosão demográfica e a robotização lançam a todos os homens e mulheres que desejam vida digna num mundo mais justo, mas hoje é dia de celebração.

O entusiasmo e a força das comemorações diminuem com a ameaça neoliberal, o furor do individualismo e o medo do desemprego, mas esquecer as lutas passadas é desistir de outras que o futuro reserva.

Há quem não saiba já o significado de uma data em que eram presos ativistas e a que só o Portugal de Abril resgatou do medo e concedeu o feriado. Este é o 44.º 1.º de Maio em liberdade, depois da longa ditadura fas…

TAXIS: novas chances e/ou o espectro de uma ‘morte assistida’…

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O chumbo de Marcelo à chamada ‘Lei Uber’ link traz novamente à liça o sub-reptício afã de refazer do ‘Bloco Central’ (que votou o diploma). A clandestina informalidade deste sinuoso caminho deixou de ser um assunto disfarçável. Pensar que foram exceções ou acidentes de percurso os acordos em relação à descentralização e os fundos comunitários poderá ser demasiado ingénuo. O sector dos transportes individuais (táxis) é uma área regulada desde há muito. A sua identificação visual do veículo é obrigatória desde os tempos da II Guerra Mundial (1942) e a discriminação pictórica - preto por baixo/verde por cima – foi introduzida em 1961. A emissão de alvarás para este tipo de transporte é da competência das Camaras Municipais e visa manter sob regulação este sector dos transportes. Tal facto não impediu que se fossem consolidando autênticos carteis e desencadeasse um chorrilho especulativo à volta das transações de alvarás. Há alguns anos ouvi contar a seguinte historieta – ao que supon…

Notas Soltas _ Abril/2018

Egito – Em países de hegemonia islâmica, as eleições livres conduzem à teocracia e as manipuladas confirmam o ditador, mais ou menos laico. Estas destinaram-se a conferir a aparente legitimidade num país onde os Direitos Humanos são ignorados.
Rússia – Putin é um autocrata populista de direita. Fundiu o nacionalismo, a mitologia czarista e o cristianismo ortodoxo, numa mistura do pior passado e dos mais perigosos anseios, tornando-se um líder carismático. O Ocidente trata-o ainda como comunista!
U. E. – A rápida solidariedade com a Sr.ª May, a pior inimiga do projeto europeu, sem provas da origem do veneno do ex-espião russo, originou a valsa dos diplomatas. Putin ficou mais credível, a Nato mais suspeita e Portugal foi um caso raro de ponderação.
Brasil – Quando o Exército pressiona os juízes para prenderem Lula da Silva, deixa de ser relevante se há ou não motivos. O Brasil deixou, há muito, de ser uma democracia, quando os juízes a capturaram. Agora, os militares garantem o regresso d…